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Biodiesel de pinhão manso chegará à aviação

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pinhao160709aEmbrapa e da Yale University  estudam sustentabilidade da cultura

CHICO ARAÚJO
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BRASÍLIA – Um arbusto grande, de crescimento rápido, e com altura de até cinco metros, ganhou fama no exterior. É o pinhão manso (Jatropha curcas L.), abundante no Nordeste brasileiro, e de cujas sementes e folhas se produz um bioquerosene para ser utilizado na aviação comercial. Atualmente, os aviões são grandes fontes de poluição do planeta por utilizarem querosene de petróleo.

As vantagens sobre o biodiesel de pinhão serão conhecidas na terça-feira, 21, durante workshop promovido pela Embrapa Agroenergia, em parceria com a Associação Brasileira de Produtores de Pinhão Manso (ABPPM) e a Yale University (EUA).  A reunião de trabalho acontecerá em Brasília e reunirá pesquisadores de universidades e instituições de pesquisa e desenvolvimento. Produtores agrícolas e industriais representantes da cadeia produtiva de biodiesel de pinhão manso também confirmaram presença.

Diversos trabalhos desenvolvidos com a cultura serão apresentados aos participantes. Entre eles destacam-se os realizados pelo Instituto Tamanduá e do projeto Life Cycle and Social Impact Assessment of Jatropha curcas L. production in Brazil, da Yale University. Haverá ainda discussões para se estabelecer o consenso referente aos procedimentos e metodologia a serem adotados na execução do projeto com a universidade norte-americana.

Os pesquisadores da Yale University desenvolvem um projeto, no qual analisam o ciclo de vida (LCA) e o impacto social da Jatropha curcas L. Eles querem descobrir se a espécie tem potencial suficiente para sustentar o programa de uso de bioquerosene de aviação da empresa Boeing.  Em outras palavras, a Yale quer avaliar a sustentabilidade de biocombustíveis para aviação, com foco no biodiesel de pinhão manso.

Para isso, a universidade fez parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) para, durante uma ano, avaliarem a cadeia produtiva da cultura do pinhão manso. A etapa inicial contempla a coleta de dados para estabelecimento de uma "linha de base".  A Yale University ai entrar com os recursos financeiros, segundo o chefe de pesquisa da Embrapa Agroenergia, Esdras Sundfeld.

Segundo Esdras, o projeto poderá se prolongar por mais tempo, dependendo dos resultados das pesquisas iniciais. Disse que, inicialmente, serão coletados dados em três a cinco regiões produtoras, com diferentes arranjos produtivos. Sundfeld destaca que a experiência de cultivo comercial de pinhão manso é recente no Brasil, "mas há empreendimentos comerciais com mais de três anos".

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